Sozinha
Sinto um barulho ensurdecedor
no silêncio que por vezes me envolve
À noite é quando custa mais
Rebolo na cama vezes sem conta
ao mesmo tempo que ligo e desligo a TV
um sem número de vezes
E não consigo dormir
À noite,
é quando sinto mais a tua ausência
É quando me apercebo realmente da falta que me fazes
Como não estou tão atarefada
tenho tempo de sobra para não parar de pensar em ti
À noite,
sozinha na cama,
abro os olhos no meio da escuridão
para tentar apagar a tua imagem por instantes
Mas não consigo
É só a ti que vejo quando as minhas pálpebras se fecham
em mais uma tentativa frustrada para tentar adormecer
E sofro
Sofro porque não te tenho ao pé de mim
Sofro por ver o teu lugar na cama vazio
Sofro porque não te sinto abraçado ao meu braço
Sofro porque não tenho as tuas pernas entrelaçadas nas minhas
Sofro porque não ouço os teus dentinhos ranger
logo após adormeceres
Enfim,
Sofro porque te amo loucamente
e não consigo viver sem ti
29. Maio. 2006
1h50m
Apaga-me este fogo
Ontem acordei com vontade de te sentircom desejo de te ter só para mimO dia passoua ânsia não me deixouQueria tanto abraçar-tetocar-tebeijar-teamar-teE queria que me fizesses tuaO calor que se fazia sentir em nada ajudouSe lá fora falavam em vaga de calorDentro de mim sentia o termómetro a atingir o limiteSentia-me quase a explodirA arder de desejo de tie não te tinhaAdormecimas fui assaltada por sonhos que nos envolviam em sexo selvagem e desenfreadoAgora, desperta,resta-me esperarque voltes e me apagues este fogoque teima em consumir-me29. Maio. 2006
Já sinto a tua falta
Tenho fome do teu corpo
Tenho sede do teu néctar
Ainda não foste
e já sinto a tua falta…
Todos os dias
guardo em mim um pedaço de ti
Assim, quando fores,
posso matar as saudades
com os pedacinhos que fui juntando
Basta fechar os olhos
e tenho a certeza que consigo
Se sentir com muita vontade
Se desejar com muita força
Consigo sentir-te em mim
Consigo perder-me contigo
Consigo inalar o teu cheiro
Consigo degustar a tua pele
Consigo até ver-te
Ver-te sorrir para mim
Ver-te piscar-me um olho
enquanto devagarinho me fazes tua
com aquela cara de malandro
(que só tu sabes fazer)
quando me persegues debaixo dos lençóis
(por entre avanços e recuos)
numa busca incessante
- de algo que estou sempre desejosa por te oferecer
Vai…
mas volta depressa
09.Maio.2006